25
Mai 11

 

Fotografia por ©Nuno Ferreira



O Bebedouro desaparecido no Jardim Henrique Lopes de Mendonça..

Em Picoas, na Praça José Fontana, situa-se o Jardim Henrique Lopes de Mendonça, datado da segunda metade do século XIX, recebeu em 1937 o seu actual nome em homenagem ao escritor, poeta e dramaturgo que escreveu a letra do hino nacional. Tem no centro, um coreto datado de 1912, um bebedouro e duas estátuas: um busto de José Fontana, da autoria de João Cutileiro e uma estátua de pedra e bronze com o busto de Henrique Lopes de Mendonça.
É relativamente ao bebedouro que este "post" se refere. Após as obras de requalificação que mantiveram os candeeiros de gosto duvidoso e os arbustos que levaram uma razia, na sua globalidade é um espaço acolhedor para residentes e visitantes.
O bebedouro de pedra (resistente e duradouro), que estava no local foi substituído por um de ferro pintado de verde, que foi mal colocado e em pouco tempo começou a soltar-se do solo e rapidamente caiu.
Depois de 2 semanas a ver o espaço onde estava o bebedouro, tal como está na foto, liguei para o Centro de Atendimento ao Munícipe (808203232) da CML (Câmara Municipal de Lisboa). Diga-se em abono da verdade que as pessoas do atendimento da CML até são simpáticas e bastante prestáveis, dizendo que agradeciam o facto de reportar a situação e que poderia saber mais sobre o estado da substituição do bebedouro com a DFCEP (Divisão de Fiscalização e Controlo do Espaço Público).
Ligando para a DFCEP (213912420/1), mais uma vez agradeceram o meu interesse em saber quando iria estar de novo um bebedouro funcional no local e foi-me pedido para enviar um e-mail para a dfcep@cm-lisboa.pt, o qual iriam depois encaminhar para o fiscal responsável pela zona e posteriormente me diriam alguma coisa.
Vamos ver quanto tempo vai demorar esta "novela" nesta bela cidade.
Assim que tiver mais noticias, colocarei aqui..

Nuno Ferreira

Publicado por Nuno_Ferreira às 20:40

15
Mai 11

   

 

Fotografias por ©Nuno Ferreira



Prédio mais estreito da Europa continua com os dias contados..

 Com apenas 1,6 m de largura, o prédio mais estreito da Europa (como tem vindo a ser referido por quem o conhece), na Rua Aquiles Monteverde, nº 16 (freguesia de São Jorge de Arroios), é tão "elegante" na sua fachada que pode ser "abraçado" por alguém de braços esticados. 

As obras que foram efectuadas aquando da construção de um novo prédio (mais um "caixote branco"), que não teve em conta o correcto escoramento do terreno contiguo, levou à queda parcial do nº 14, e danos no nº 16, que levaram ao desalojamento dos seus habitantes (onde ainda haviam duas inquilinas, Maria Olímpia e Maria Rodrigues, 50 anos vizinhas nas janelas voltadas para o Jardim Constantino).

"A Protecção Civil desalojou as inquilinas, porque o prédio não estava em condições de ter pessoas a viver lá. A uma das inquilinas arranjaram-lhe uma casa nos Olivais, e a outra foi viver para casa da filha", disse Manuel Serrão, proprietário do imóvel. Alega ainda que não pode proceder à demolição, "Não tenho meios [financeiros]", "nem me arrisco a efectuar uma obra que podia arrastar os prédios colados ao meu.". Entregou o caso ao seu advogado, enquanto aguarda que o tribunal decida sobre a indemnização do construtor.

O edifício foi construido ainda no século XIX por Manuel Paulo Ruas, que comprou um dos lotes da quinta do general Luís António de Oliveira Miranda. O prédio é quase triangular ("forma de Bacalhau" como dizia uma avó ao seu neto quando eu estava a tirar as fotos). Quem espreita pela porta verifica que o corredor se alarga e, ao fundo, há duas entradas. Pelas janelas também se consegue ver essa forma característica deste prédio.

Segundo a Câmara de Lisboa, o prédio não está classificado pelo IGESPAR (antigo Instituto Português do Património Arquitectónico- IPPAR), não tem interesse municipal, nem está numa zona de protecção. Isso acontece depois da classificação ter estado em vias de ir para a frente segundo Samuel Serrão, filho de Manuel Serrão. "Eu e a minha irmã pensámos em dar um destino diferente ao prédio e queríamos instalar lá uma galeria de arte. Íamos concorrer ao Regime Especial de Comparticipação na Recuperação de Imóveis Arrendados (RECRIA), quando o IPPAR disse que queria classificar o imóvel. Aguardámos e entretanto aconteceu aquele acidente. O IPPAR não classificou nada...".

Até ver o prédio está à venda assim como o número 14. A Câmara de Lisboa, através do gabinete do vereador do Urbanismo lançou uma intimação para obras de demolição até Fevereiro de 2006, caso contrário tomaria posse administrativa do imóvel, além de que, "foi comunicado à Polícia Municipal que se instaurasse um processo de contra-ordenação".

Como podem ver pelas fotos, ainda em 2011 se mantém esta situação triste do "Prédio mais estreito da Europa". A vizinhança lamenta o estado a que aquele prédio chegou e temem que só se vá fazer algo quando acontecer ali uma desgraça.
É o país que temos...
Nuno Ferreira
Fontes das citações "DN" e "JN".

Publicado por Nuno_Ferreira às 00:00
Sinto-me: Triste com isto..

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